17/12/2012

Post Mortem

O velho ator morreu louco. Foi a camareira do período da manhã, dona Georgina, que o encontrou enforcado na cortina  espessa cortina amarela do 34°.
 Uma fatalidade... lamentou dona Georgina, quase amiga do ator, que o acompanhava, às vezes, em seus tão solitários espetáculos.
* * *
Ainda hoje, dizem os vizinhos, o espírito do velho ator, em plena posse de sua técnica, atua em extensos monólogos, no mesmo quarto  o 34° , o seu maior e mais ousado papel: o de si mesmo.

A. F. 



Miniconto vencedor do "Concurso

Cultural Jorge Cooper" promovido
pela editora Imprensa Oficial.
~
O miniconto é uma interpretação livre
dos poemas EsquecimentoPoema Poema
Triségimo Quarto, todos de Jorge Cooper.

6 comentários:

  1. Gosto de mini-contos...dizem muito, em poucas palavras. Um abraço!

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  2. Um velho autor morreu louco
    Muitos poemas de amor teria escrito
    De amor ou por desgosto
    Que ao seu desejo não teriam respondido!

    Boa noite para você,
    amigo André Foltran.
    Um abraço
    Eduardo.


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  3. Ah André, custei para achar teu blog, mas lembrei de procurar pelo nome Caderno no Google e cá estou. Como poderia viver nesta blogosfera sem ler teus poemas? Que maravilha estar de volta. Um grande abraço e Parabéns pelos prêmios já conquistados! Muitos, mas muitos mais virão. Adoro isso tudo aqui!
    Beijo!
    Ah, sim, estou com outro blog, a editora pediu que eu retirasse todos os textos da rede. Paciência, amava meu Confissionarium, mas agora tenho outro com o nome do livro que já está no prelo.

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    1. Ah, minha querida Marisete, que saudades de você e dos teus lindos poemas! Obrigado pelos parabéns, fico feliz que tenha se lembrado de mim e me caçado pela blogosfera. Como vê não mudou muita coisa por aqui: o mesmo cavaleiro errante a declarar suas mesmíssimas guerras vãs...
      Mas falando de você: que surpresa boa essa tua, hein! Fiquei feliz mesmo... Sabe, passei dias a fio tentando entender o porquê do sumiço repentino da senhora e seu Confissionarium. Mas agora tudo explicado: foi um mal necessário.

      - Meus parabéns, poetisa! Espero poder ter logo em mãos esse teu novíssimo - e, certamente, delicioso - livro!

      Um beijo.

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  4. André, voltei para desejar um Natal cheio de amor e paz! Um abraço!

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    1. Obrigado, Bia. Desejo o mesmo (e muito, muito mais) para você!

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