01/03/2012

De tarde

Este barulho
não é o das horas.
O que escorre de mim
nem de longe é sangue.
A poesia não existe.
Nada existe.

Só esta tarde existe.

Em mim há dois seres
e eu não sou nenhum deles.
Queria morrer cantando...
Não quero mais! soube que a morte
ainda não é o fim.
É querer muito só o silêncio desta tarde?
Nem quero mais...