Cláudia Brino, recebi das mãos de um velho carteiro teu mais recente livrinho — reticente, corriqueiro... Livrinho, pois pequenino — 22 poemas contei; e não mais de um minuto, juro, para ler gastei. (E foi nessa pobre concha que uma pérola encontrei: “a flor, para se abrir, cativou pétala por pétala o pensamento de deus.”) Um minuto, nada mais, dura a lágrima e sua glória. Cláudia Brino, teu livrinho, mesmo sem dedicatória, fica, agora, aqui guardado na estante da memória.