14/11/2012

Quando as portas fecham

Quando as portas fecham
e não há aurora
fico como tonto

ando feito louco

pelo bar dos dias
vai-se o copo, as
horas...

e não há aurora.


 Aurora,

como te quero agora! Aurora
da minha vida... Carne
em minha labareda...

Mas aurora não quer nem saber

e me deixa na porta e me deixa na mão
feito cão sem casa
a desovar auroras
pelo mar das pias...

A. F.


~ Poema selecionado no "Prêmio Cultural Poesias de Amor"
para compor a antologia "O Livro do Amor" (AAL — 2012).

08/10/2012

Oco

Não sei se o que falo é o eco
ou se é o eco
que fala em mim










Publicado na revista Um conto
(edição 14) ~ Novembro de 2012

20/09/2012

Anunciação

De dentro de mim
brotam crianças
natimortas

Já é primavera
na maioria
das casas










Publicado na revista Um conto
(edição 14) ~ Novembro de 2012