25/01/2014

À Cláudia Brino, sobre seu mais recente livrinho

Cláudia Brino, recebi
das mãos de um velho carteiro
teu mais recente livrinho
— reticente, corriqueiro...

Livrinho, pois pequenino
 22 poemas contei;
e não mais de um minuto,
juro, para ler gastei.
(E foi nessa pobre concha
que uma pérola encontrei:

a flor, para se abrir,
cativou pétala
por pétala
o pensamento de deus.)

Um minuto, nada mais,
dura a lágrima e sua glória.
Cláudia Brino, teu livrinho,
mesmo sem dedicatória,
fica, agora, aqui guardado
na estante da memória.


24 de janeiro de 2014

A. F.

11/01/2014

Músicas — Parte II

Aniversariei esta semana, dia 8, como Elvis Presley e David Bowie; um dia extraordinariamente ordinário como é todo e qualquer aniversário. Como combinado, trago agora a 2° parte do desafio musical com mais três músicas incríveis que, a propósito, combinam, e muito, com esse natalício. Ouçam só:

06/01/2014

Músicas — Parte I

Fui intimado pela Srtª Belle Bueno (do blog Kreativ!) a indicar 10 músicas. Resolvi dividir a tarefa em três partes, assim a postagem fica mais curta e há mais tempo e espaço para apreciação. Hoje falarei brevemente de três canções incríveis que me vieram aleatoriamente à cabeça e merecem a devida atenção. Em breve retorno com a 2° parte do desafio — e, quem sabe, alguma poesia...

01/01/2014

O primeiro poema do ano

O primeiro poema do ano
deve ser escrito
com os pés no mar.

Não deve ter nada do sangue
dos meninos degolados
em Belém. Nem da fúria
da curiosa chuva
que acabou com a festa.

O primeiro poema do ano
não pode ser como o tiro
que acertou meu pai, 

nem como o beijo
que afogou H.
neste mar que agora
tem os meus dois pés.

O primeiro poema do ano
melhor seria nem escrevê-lo,
melhor seria poupá-lo
para sempre...

No fim da rua há uma casa
onde premeditam-se
todas as mortes. Por isso,
quando encontrarem os corpos na areia
brancos e solitários como a noite,
não culpem o garoto, não culpem...

O primeiro poema do ano
deve ser o último.

A. F.